2º | TURMA F

2011

Em Breve!

2010

A respeito da primeira provocação [sobre as noções de felicidade] é elementar observar que existe uma grande relação entre a alegria e a felicidade. No entanto, é possivel ser feliz sem estar alegre bem como estar alegre e não ser feliz. A verdade é que a alegria é um estado de humor momentâneo gerado por algum elemento externo que produziu uma sensação boa. A felicidade, por sua vez, corresponde a uma realidade duradoura. Ser feliz é estar bem consigo mesmo e isso não depende necessariamente de um sentimento tão momentaneo quanto a alegria.

Mariana Cruzes | Pensando Bem!

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O conhecimento (resultado da relação cognoscente) é produzido através de uma reflexão entre informações e/ou experiências tidas por determinado indivíduo. Não existe conhecimento inferior ou superior, tal qual não existem culturas superiores ou inferiores. Existem apenas conhecimentos considerados úteis ou adequados para determinados povos. Assim, o conhecimento pode ser entendido como válido ou não válido, além de poder gerar ou eliminar pré-conceitos. Por conta disso, algumas formas de conhecimento ou de pseudo-conhecimento podem beneficiar como também gerar consequências ruins, como por exemplo o pré-conceito tido contra os índios pelos europeus por considerarem sua cultura superior à dos povos indígenas. O conhecimento é amplo e se difere de sabedoria (obtida através da experiência), de informação (na qual não há reflexão para formação de conhecimento) e de instrução (que constitui apenas uma orientação de como se fazer algo). Desse modo, pode dizer que esses relações não são cognoscentes, ou seja, não são relações nas quais ou pelas quais possam ocorrer interações de ida e volta entre o sujeito e o objeto estudado. Por fim, vale lebrar que apenas os humanos podem produzir conhecimento, os outros animais só conseguem seguir instruções, não tendo a capacidade de formular nenhum conhecimento.

Gustavo Coqueiro | Pensando Bem!

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Pois bem, o fato de uma pessoa produzir um conceito válido depende da experimentação (Empirismo) ou da lógica, intelectualidade (Racionalismo)? A primeira opção deixa de ser confiável na medida que pode ser fruto de uma interpretação equivocada. Uma pessoa pode ter um preconceito sobre algo e, por ter experimentado, entendê-lo como conhecimento válido. Temos várias comprovações desta falha na teoria empirista, como a própria história, que torna válido o conhecimento gerado a partir da simples observação dos fatos, e que a cada dia comete erros absurdos que são ensinados nas escolas e fixados na cabeça de sujeitos que passarão essa inverdade a diante. Constantemente, muitos que defendem o Empirismo se contradizem ao afirmar que algo é bom ou ruim sem que, ao menos, tenha experimentado (o que é a premissa básica para tal teoria). Já o Racionalismo, nos dá maior certeza, pois vai além da experimentação, nos permite discernir se há coerência entre a realidade e aquilo que se afirma sobre ela, pois impõe e exige certa lógica e nos torna capazes de deduzir saberes que, através apenas da experiência, nunca seriam possíveis. Há muitas situações pelas quais se pode ratificar a perspectiva Racionalista.  A existência de Deus, por exemplo. A maioria das pessoas, exceto uma mínima parte da população, que é atéia, segue alguma religião e acredita veementemente em um poder supremo, um Ser mais poderoso que rege o universo. Ser este nunca visto, experimentado, ou até mesmo evidenciado. Essa verdade se constitui pelo simples fato de ser o resultado de uma consciência capaz de produzir sentido lógico. Portanto, o conhecimento válido adquirido através da razão pode e deve ser entendido como um elemento essencial ao progresso e à evolução humana.

Maria Clara | Pensando Bem!

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O homem não é um ser normal. Existem bilhares de espécies e se você, leitor, parar para encontrar semelhanças entre elas, todas, como dizia Monteiro Lobato, já nascem sabendo. Os animais não precisam ir à escola. A maioria não precisa aprender com os pais como devem existir. Somente em um número restrito de espécies os progenitores continuam com os filhos, e nestas poucas espécies cabe aos pais a única função de proteger sua cria. O bicho homem, no entanto, nasce praticamente sem conhecimentos. É o único ser que nasce sem saber tudo o que necessita para viver/sobreviver. O homem pensa o suficiente para descobrir que precisa viver em grupo. Por conta desse saber preliminar, as sociedades foram erguidas. Nesse ponto está uma prova de que o homem é um ser anormal. Só o “homo sapiens sapiens” concorda em perder parte de sua liberdade e se submeter às normas. Isso não é normal, não é natural: nenhum animal faz isso. Talvez seja por isso que estamos fadados ao caos. Pensar não nos torna seres superiores. Quem disse que é bom pensar? Pensar faz apenas bem, mas não é tão bom como alguns podem considerar. Pensar pode ser a nossa maldição. Necessitamos encarar a morte como uma dúvida, sentimentos, conflitos, pressoes sociais. Em razão disso, muitos entram em depressão. Por outro lado, pensar faz do homem o único ser que venera a vida. Precisamos aprender coisas que não dependem de nosso DNA. Se não aprendemos, estaremos destinados ao fracasso.

Lucas Machado | Pensando Bem!

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Ontem a tarde estava escutando músicas de uma banda que eu gosto bastante, “Forfun”, e quando chegou na faixa “Gruvi Quântico” (que é a minha preferida), uma parte me chamou atenção:

“Neoliberalismo, monocultura, padronização
O aquecimento global já não é ficção
Movidos pelo lucro, a vaidade e o poder
Homens mortos pelo ego antes de nascer”

Para quem não conhece, Forfun é uma banda excelente (sempre indico as músicas dela para quem conheço). Como estava dizendo, com base nessa faixa, começei a refletir sobre a realidade que nos mata o que de mais importante deveriamos prezar, o pensamento. Fiz relação dessa música com aquela propaganda da TV Futura (vista na aula de Filosofia), que diz que vivemos em uma sociedade em que somos livres para pensar. No entanto, por mais incrível que possa parecer, não pensamos em nada além da imagem que queremos passar. Não pensamos, por exemplo, a respeito de temas atuais e de suma importância, como ética, cidadania e desenvolvimento sustentável. Esses assuntos são relevantes não apenas pelo aspecto econômico, mas pela enorme carência que nós, seres humanos, temos de alguns valores. Falta humildade, coerência e racionalidade nesse mundo que prefere o consumo e a destruição.  Somos mortos por nosso ego: essa é uma forte característica do espírito capitalista selvagem. É preciso rfletir sobre o que somos e o que fazemos com aquilo que somos. Como disse Rocky Balboa (boxeador, personagem de Sylvester Stallone), em seu último filme, “não importa o quanto você bate, mas sim o quanto você apanha e consegue levantar e seguir enfrente”. A vida não deve se reduzir a uma competição de riquezas e aparências. É preciso viver para ser e não parecer.

Rafael Miranda | Pensando Bem!

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A felicidade e a infelicidade traduzem para mim um conceito mais permanente, duradouro. Enquanto a alegria e a tristeza são mais efêmeras. A felicidade consiste em um estado procurado por todos nós. É uma palavra que sintetiza todos nossos objetivos, realizações pessoais e uma qualidade de vida boa. A infelicidade, de modo contrário, significa o distanciamento dos nossos objetivos, podendo ser os imediatos ou os em longo prazo. É plenamente possível ser feliz sem ter noção de tais conceitos, pois a felicidade não é algo concreto, delimitado. Afinal, a felicidade, para alguns, é um estado normal; para outros, pode ser até o que muitos consideram um estado de infelicidade. Isso fica bem claro quando se pergunta a uma pessoa pobre e a uma rica sobre o que a tornaria feliz. O primeiro, provavelmente, responderia coisas como uma casa própria, ver seus filhos numa faculdade. O segundo, por sua vez, poderia condicionar sua felicidade à conquista de realizações como morar fora do Brasil, aumentar a sua riqueza, ou mesmo outros desejos que reflitam alguma preocupação com sua família. É importante observar, porém, que o fato de uma pessoa ser mais rica ou de ter ambições maiores não necessariamente a torna fútil. Devido a essa mutação do “ser feliz”, encontramos pessoas que dizem: “eu era feliz e não sabia”. Isso acontece quando, após uma satisfação momentânea, ocorre um distanciamento brusco desse momento de alegria. Na verdade, a alegria é um estado de humor, assim como a tristeza. Essas sensações estão diretamente ligadas à felicidade e à infelicidade. Uma pessoa que vive a tristeza um dia sentiu ou sentirá também a alegria. Vale lembrar, no entanto, que a incidência dessas sensações podem produzir uma impressão de ser mais ou menos feliz. É preciso ter cuidado com isso!

Yuri Pinho | Pensando Bem!

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Dizer que somos livres é muito ambiguo, pois ao conceito de liberdade podemos fazê-lo a partir de várias perspectivas. No sentido mais comum, uma pessoa é livre quando pode fazer o que quiser, não é escrava nem prisioneira. Existem outros significados para liberdade em sentidos mais amplos, como na política, na economia, nas leis e no convívio interpessoal. Porém, em todos esses significados perpassa a ideia de liberdade ética, que diz respeito ao sujeito moral, capaz de decidir com autonomia em relação a si mesmo e aos outros. Diante disso, refletimos: nós somos realmente livres para decidir com autonomia sobre as nossas atitudes? Teoricamente sim! No entanto, somos induzidos diariamente pela moda, pela mídia, pela banda favorita, pela melhor amiga etc. Nós temos consciência disto? Entramos em outro assunto ambiguo. Existem dois tipos de consciência: a psicológica (conhecimento de nós mesmos); a existencial (ciência de nossos estados psíquicos, de nossas lembranças e sentimentos). Pela consciência, nos é revelado quem somos, o que fazemos e que mundo nos rodeia. Vamos estimular, portanto, uma consciência moral (psicológica e existencial): aquele pensamento interior capaz de nos orientar, de maneira coerente acerca do que devemos fazer para sermos sempre seres melhores e em melhoramento.

Maria Clara | Pensando Bem!

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Existem vários conceitos de verdade, dentre eles destacam-se alguns como a “aletheia”, muito usado pelas pessoas por olharem apenas o que lhe é evidente; a “emunah”, que tem como base a confiança, ou seja, se algo/alguém é digno de confiança, é verdadeiro; a “veritas”, baseada no discurso, em como algum fato é enunciado/explicado; dentre outros, que por não serem conceitos absolutos, apesar de usados hoje, dão origem a outros conceitos, como a teoria dos “juízos analítico e sintético”, que afirma que algo só é verdadeiro se foi resultado de um estudo prévio, uma conclusão; a “comprobatória” que afirma que algo so é verdade se foi comprovado cientificamente, a “pragmática” que considera a utilidade para atestar a veracidade. Esses e outros tantos conceitos, apesar de se relacionarem em alguns aspectos, não são estáticos ou finais e sempre fazem surgir a necessidade de uma nova perspectiva, uma nova teoria, uma nova conclusão.

Gustavo Coqueiro | Pensando Bem!

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Eu estava pensando sobre o questionamento que foi feito em sala de aula. Seria a minha vida que me dá sentido ou eu que dou sentido a minha vida? Eu acredito que um pouco dos dois, pois de acordo com o que acontece na minha vida eu estou feliz, triste. No entanto, as minhas atitudes também influenciam no rumo que a minha vida vai tomar. Ou seja, eu dou sentido a minha vida, para que ela me dê sentido. Sobre o vídeo eu percebi que a mulher procurava sempre algo para dar sentido à vida dela. Além disso, mesmo que para nós, que assistíamos, um simples tricotar não fosse nada, para ela custou-lhe os cabelos e a própria vida, pois era justamente isso que fazia com que a sua vida fizesse sentido.

Maria Clara | Pensando Bem!

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1 Comentário

  1. Adailson | Prof. | said,

    Êita gente inteligente que me enche de orgulho!
    Não sei se choro de plena alegria ou se apenas sorriu da mais absoluta felicidade por ter a sorte de poder fazer parte da vida de vocês.
    Sei apenas que me emociono, e muito!
    Parabéns!

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