2º | TURMA D

2011

Em Breve!

2010

O pensamento mal elaborado, além de produzir equívocos de compreensão, pode gerar preconceitos. Nesse sentido, não se deve negligenciar o fato de muitos conhecimentos, historicamente produzidos, terem instituído uma série de “pré-juízos” acerca dos povos nativos brasileiros, dos afrodescendentes e das pessoas do sexo feminino. Indivíduos “degenerados”e vivendo em habitações de palha; sujeitos “ignorantes” e submetidos à escravidão; mulheres “passivas” e que ainda se submetem aos homens. Essas impressões não devem ser consideradas conhecimentos válidos. Podem ser entendidas, no máximo, como informações deformadas e/ou instruções deformativas. Afinal, eles não resultam de uma relação cognoscente. Carecem de crítica e de reflexão. Resultam da mais absoluta falta de discernimento. Não se firmam na construção lógica de sentido.

Turma D | Pensando Bem!

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Viver em sociedade é um desafio porque, muitas vezes, ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser e/ou do nosso não-ser. Com isso, pode-se constatar que todos nós temos, no mínimo, duas personalidades: uma objetiva, que todos ao nosso redor conhecem; e uma subjetiva, acessada apenas por nós mesmos. Em alguns momentos, esta última se mostra tão misteriosa que se nos perguntarmos “quem somos”, muito provavelmente não saberemos responder ao certo. Mesmo diante dessa dificuldade de resposta, de uma coisa podemos ter certeza: sempre devemos ser autênticos. As pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser. Nesse ponto reside o eterno conflito da aparência vs. essência. Apesar disso, “nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la” (Clarice Lispector). Eu penso assim. E você, o que pensa sobre isso?  Que desafio, hein?

Paula Lyrio | Pensando Bem!

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Partindo das minhas concepções acerca do Empirismo e do Racionalismo – melhor esclarecidas com as pesquisas – noto que não há como analisar tais pressupostos separadamente. Ao nos dividir em dois grandes grupos para defender uma dessas ideias (razão vs. experimentação) confesso que fiquei incomodada, pois não via e ainda não vejo uma só como correta. Apesar da inegável dúvida ao ficar no grupo de defesa do Racionalismo, tive de tomar posição e tentar defender essa perspectiva (mesmo tendo consciência de que por mais que tentasse só estaria parcialmente certa). Afinal, essa razão objetiva vista por Descartes como única e inquestionável fonte de conhecimento, negando o conhecimento sensível ao descrevê-lo como enganador (confundido por ilusão ou sonho), não poderia ser válida. Na visão dele, quando sonhamos temos a sensação de que estamos vivendo um mundo real, por que não admitimos que o mundo seja também um sonho?! De fato, podemos duvidar de tudo e se duvidamos é porque pensamos e se pensamos existimos, daí a tão conhecida frase “penso, logo existo”. Ao analisar estes pontos concordei em parte, pois não acredito que a razão trabalhe sozinha, esta é para mim apenas parte da verdade. Continuei as pesquisas e fiquei feliz ao ler sobre um sujeito chamado Immanuel Kant que defendia uma concepção com a qual concordo. Inicialmente racionalista, Kant descobre o papel fundamental da experiência sensível e desenvolve um entendimento intermediario entre a razão e a experimentação. Dizia ele: “os sentidos e a razão em harmonia para melhor conhecermos a nós mesmos e ao mundo”. Caracteriza aquilo que pode ser sentido como fenômeno e aquilo que existe, mas não pode ser apreendido pela sensibilidade de nomeno. Ao chegar neste ponto, percebi que cada vez mais me enrolava na tentativa de defender a tese cartesiana; afinal, se o conhecimento empírico existe e pode ser exemplificado assim como o conhecimento racional, como negar um dos dois?! Ambos se fazem presentes e, portanto, existem e exprimem verdades incompletas. O verdadeiro conhecimento deve partir destes dois pontos! Foi aí que a batalha filosófica que travava dentro de mim finalmente aquietou-se. A partir da pesquisa sobre Kant comecei a me convencer de que minha linha de raciocínio era coerente e nessa “fome” por respostas consegui aquietar-me. Aquietei-me porque bati o olho em um tal de “Intelectualismo” que me interessou. Fundamentado desde Aristóteles, essa doutrina procura a linha mediana entre o Racionalismo e o Empirismo, mesmo tendendo levemente a este último. Explicava Aristóteles que nada esta no intelecto que não tenha passado pelo sentido, o conhecimento parte da experiência; contudo, a sua interpretação é dada pelo pensamento. Concluo, assim, que não defendo apenas a teoria Racionalista, mas a união entre razão e experimentação.

Moana Valadares | Pensando Bem!

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Volta e meia sempre estamos pensando em alguns assuntos para os quais não temos respostas prontas. Eu mesma sempre me questiono quanto aos pensamentos mal elaborados, inclusive os meus. É natural nos intrigarmos com preconceitos e com as consequências que atos negativos ou mal pensados produzem. Afinal, somos todos bons pensadores, certo? Talvez sim, talvez não. Um dia desses fui ao enterro de um familiar (algo que nunca tinha feito antes) e saí de lá pior do que entrei: completamente intrigada, pensativa, reflexiva… Vivemos muito bem, não nos falta nada, aproveitamos a vida, procuramos fazer tudo o que está ao nosso alcance para sermos felizes. Mas a questão é que esquecemos o outro lado da história. Nos esquecmos da “maioria” em que não nos vemos incluídos. A vida (que é o bem mais precioso que temos) pode nos ser tirada em segundos e só assim descobrimos que tudo isso que pensamos e praticamos ao longo do que chamamos de vida não foi construído com nenhum sentido lógico. É muita ignorância hein?! Construir uma vida toda, olhando mais para dentro de você do que para o que está ao seu redor, criar e cultivar conhecimentos que você não poderá ter a certeza de que são verdadeiramente válidos. Estamos acomodados com a ideia de encontrar tudo pronto. Não nos damos ao trabalho de procurar saber o porque de concordarmos e cultivarmos certas crenças e saberes. Precisamos nos questionar mais. Será que aquilo que defendemos é mesmo resultado do que pensamos? O que utilizamos para fundamentar nossas  argumentações, críticas e opiniões? O conhecimento que nós julgamos válido não seria apenas o que uma maioria julga verdadeiro? Que validade terá a nossa vida quando ela acabar, se perdermos a maior parte de nosso tempo criando preconceitos através de equívocos, pensamentos mal elaborados ou cultivando conhecimentos inválidos? Morreremos também inválidos, deixando para trás um mundo cheio de feridas que células regenerativas não vão curar? O que será daqueles que virão? Nossos filhos, sobrinhos ou netos crescerão em meio a falhas que diariamente construímos? Um dia conseguiremos curar todas as nossas “feridas da alma” ou elas ficarão tão grandes ao ponto de nos dominar? Espero que não. Para tanto, basta, por um pequeno instante, esquecermos nossa confortável ignorância, enquanto ainda temos o nosso segundo bem mais precioso: o tempo.

Taís Godeiro | Pensando Bem!

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A VERDADE NÃO É ABSOLUTA

A humanidade considera o céu azul. No entanto, para um cego que nunca enxergou, isso pode ser mentira. A humanidade considera que dois mais dois são quatro. Porém, para alguém que não saiba ler os números, isso pode não representar uma verdade. Para algo ser absoluto não pode haver exceções. Embora todos tenham suas verdades, nenhuma delas é igual para todos. Por outro lado, ouvir a frase: “cada um é o que é”, ou ainda, “cada um é um”, é tão comum quanto repetí-las. Entretanto, o mais aceitável seria afirmar: “cada um, são vários”. É impossível ter a opinião formada de uma só pessoa sobre tudo, porque ninguém conhece tudo. Assim, as concepções do que seja verdade, podem orientar e organizar as verdades mais aceitas. Podem, ainda, ajudar a formar provas sobre a verdade, que poderão convencer muitos. Porém, tornar algo absoluto para todos é o que não se deve esperar, até porque nesse dia deixará de haver progresso.

Pedro Casal | Pensando Bem!

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1 Comentário

  1. Adailson | Prof. | said,

    Êita gente inteligente que me enche de orgulho!
    Não sei se choro de plena alegria ou se apenas sorriu da mais absoluta felicidade por ter a sorte de poder fazer parte da vida de vocês.
    Sei apenas que me emociono, e muito!
    Parabéns!

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